15 de jul. de 2014
14 de jul. de 2014
ADESÃO TOTAL A JESUS (comentário - Mt 13,1-23 ou 1-9)
A adesão do
discípulo a Jesus tem o mesmo caráter totalizante da adesão a Deus no Antigo
Testamento.
Segundo a Lei mosaica, o fiel deveria amar a Deus “com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças”. Algo semelhante Jesus exige dos discípulos. Mesmo os laços mais sagrados de sangue ficam em segundo plano para quem aceita ser seguidor do Mestre. Quem coloca pai, mãe, filho ou filha, acima dele, renega sua condição de discípulo. Esta liberdade diante dos laços familiares possibilita-lhe estar disponível para seguir Jesus no caminho da cruz, se preciso, enfrentando a própria a morte. Não se trata de uma apologia da cruz, valorizada por si mesma, mas da liberdade e disponibilidade para viver o discipulado com todas as suas conseqüências.
As palavras de Jesus são de extrema clareza: quem se dispõe a segui-lo deve, como ele, aderir incondicionalmente ao projeto do Pai, sem meias-medidas ou atenuantes. É tudo ou nada!
A dureza das condições para o discipulado poderia amedrontar quem se predispõe a tornar-se discípulo, ou quem já é discípulo. Estaria Jesus exigindo uma espécie de desprezo aos familiares mais caros? Ou transformando o discipulado em fuga da família? Nada disso! O discipulado exige apenas que tudo, até mesmo o amor aos familiares, seja vivido na perspectiva do Reino. O discípulo amará seu pai, sua mãe, seu filho ou sua filha de uma maneira particular, quiçá até mais profunda, porque revestida pelo amor do Reino!
Segundo a Lei mosaica, o fiel deveria amar a Deus “com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças”. Algo semelhante Jesus exige dos discípulos. Mesmo os laços mais sagrados de sangue ficam em segundo plano para quem aceita ser seguidor do Mestre. Quem coloca pai, mãe, filho ou filha, acima dele, renega sua condição de discípulo. Esta liberdade diante dos laços familiares possibilita-lhe estar disponível para seguir Jesus no caminho da cruz, se preciso, enfrentando a própria a morte. Não se trata de uma apologia da cruz, valorizada por si mesma, mas da liberdade e disponibilidade para viver o discipulado com todas as suas conseqüências.
As palavras de Jesus são de extrema clareza: quem se dispõe a segui-lo deve, como ele, aderir incondicionalmente ao projeto do Pai, sem meias-medidas ou atenuantes. É tudo ou nada!
A dureza das condições para o discipulado poderia amedrontar quem se predispõe a tornar-se discípulo, ou quem já é discípulo. Estaria Jesus exigindo uma espécie de desprezo aos familiares mais caros? Ou transformando o discipulado em fuga da família? Nada disso! O discipulado exige apenas que tudo, até mesmo o amor aos familiares, seja vivido na perspectiva do Reino. O discípulo amará seu pai, sua mãe, seu filho ou sua filha de uma maneira particular, quiçá até mais profunda, porque revestida pelo amor do Reino!
Oração
Espírito de disponibilidade para o Reino, faze-me reconsiderar tudo na perspectiva do Reino, dando-lhe a centralidade exigida por Jesus.
Espírito de disponibilidade para o Reino, faze-me reconsiderar tudo na perspectiva do Reino, dando-lhe a centralidade exigida por Jesus.
30 de jun. de 2014
Solenidade dos santos apóstolos
Pedro e Paulo - Basílica Vaticana - 29/06/2041
«O Senhor enviou o seu anjo e me
arrancou das mãos de Herodes» (Act 12, 11). Nos primeiros tempos do serviço de
Pedro, na comunidade cristã de Jerusalém havia grande apreensão por causa das
perseguições de Herodes contra alguns membros da Igreja. Ordenou a morte de
Tiago e agora, para agradar ao povo, a prisão do próprio Pedro. Estava este
guardado e acorrentado na prisão, quando ouve a voz do Anjo que lhe diz:
«Ergue-te depressa! (…) Põe o cinto e calça as sandálias. (…) Cobre-te com a
capa e segue-me» (Act 12, 7-8). Caiem-lhe as cadeias, e a porta da prisão
abre-se sozinha. Pedro dá-se conta de que o Senhor o «arrancou das mãos de
Herodes»; dá-se conta de que Deus o libertou do medo e das cadeias. Sim, o
Senhor liberta-nos de todo o medo e de todas as cadeias, para podermos ser
verdadeiramente livres. Este fato aparece bem expresso nas palavras do refrão
do Salmo Responsorial da celebração litúrgica de hoje: «O Senhor libertou-me de
toda a ansiedade».
Aqui está um problema que
nos toca: o problema do medo e dos refúgios pastorais.
Pergunto-me: Nós, amados
Irmãos Bispos, temos medo? De que é que temos medo? E, se o temos, que refúgios
procuramos, na nossa vida pastoral, para nos pormos a seguro? Procuramos
porventura o apoio daqueles que têm poder neste mundo? Ou deixamo-nos enganar
pelo orgulho que procura compensações e agradecimentos, parecendo-nos estar
seguros com isso? Amados Irmãos Bispos, onde pomos a nossa segurança?
O testemunho do apóstolo
Pedro lembra-nos que o nosso verdadeiro refúgio é a confiança em Deus: esta
afasta todo o medo e torna-nos livres de toda a escravidão e de qualquer
tentação mundana. Hoje nós – o Bispo de Roma e os outros Bispos, especialmente
os Metropolitas que receberam o Pálio – sentimos que o exemplo de São Pedro nos
desafia a verificar a nossa confiança no Senhor.
Pedro reencontrou a
confiança, quando Jesus lhe disse por três vezes: «Apascenta as minhas ovelhas»
(Jo 21, 15.16.17). Ao mesmo tempo ele, Simão, confessou por três vezes o seu
amor a Jesus, reparando assim a tríplice negação ocorrida durante a Paixão.
Pedro ainda sente queimar dentro de si a ferida da desilusão que deu ao seu
Senhor na noite da traição. Agora que Ele lhe pergunta «tu amas-Me?», Pedro não
se fia de si mesmo nem das próprias forças, mas entrega-se a Jesus e à sua
misericórdia: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu
amigo!» (Jo 21, 17). E aqui desaparece o medo, a insegurança, a covardia.
Pedro experimentou que a
fidelidade de Deus é maior do que as nossas infidelidades, e mais forte do que
as nossas negações. Dá-se conta de que a fidelidade do Senhor afasta os nossos
medos e ultrapassa toda a imaginação humana. Hoje, Jesus faz a mesma pergunta
também a nós: «Tu amas-Me?». Fá-lo precisamente porque conhece os nossos medos
e as nossas fadigas. E Pedro indica-nos o caminho: fiarmo-nos d’Ele, que «sabe
tudo» de nós, confiando, não na nossa capacidade de Lhe ser fiel, mas na sua
inabalável fidelidade. Jesus nunca nos abandona, porque não pode negar-Se a Si
mesmo (cf. 2 Tm 2, 13). È fiel. A fidelidade que Deus, sem cessar, nos confirma
também a nós, Pastores, independentemente dos nossos méritos, é a fonte de
nossa confiança e da nossa paz. A fidelidade do Senhor para connosco mantém
sempre aceso em nós o desejo de O servir e de servir os irmãos na caridade.
E Pedro deve contentar-se
com o amor de Jesus. Não deve ceder à tentação da curiosidade, da inveja, como
quando perguntou a Jesus, ao ver ali perto João: «Senhor, e que vai ser deste?»
(Jo 21, 21). Mas Jesus, perante estas tentações, responde-lhe: «Que tens tu com
isso? Tu segue-Me!» (Jo 21, 22). Esta experiência de Pedro encerra uma mensagem
importante também para nós, amados irmãos Arcebispos. Hoje, o Senhor repete a
mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou
conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no
essencial e segue-Me. Segue-Me, não obstante as dificuldades. Segue-me na
pregação do Evangelho. Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom
de graça do Baptismo e da Ordenação. Segue-Me quando falas de Mim às pessoas
com quem vives dia-a-dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade.
Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a
ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na
fidelidade de Deus. Tu segue-Me”!
20 de jun. de 2014
A Rede Século XI promove curso gratuito.
Cadastre-se: http://www.eadseculo21.org.br/ead/?opcao=visualizarCurso&ID=554
A espiritualidade do coração de Jesus leva-nos ao centro da redenção cristã: o mistério da Páscoa. Cristo retornou ao Pai, mas ficou conosco na Eucaristia, convidando-nos a ofertamos nós mesmos: “Meu filho, minha filha, dá-me o teu coração!”.
Conheça a história do Sagrado Coração de Jesus e a devoção de tantos fiéis, que buscam esperança e conforto no coração de Cristo, oceano de amor e de bondade.
4 de jun. de 2014
Papa: ter
piedade não é fazer cara de santo, mas servir os irmãos
O dom da piedade não se identifica
com sentir compaixão por alguém, mas indica a nossa pertença a Deus e o nosso
elo profundo com Ele
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Cerca de 40 mil
fiéis lotaram a Praça S. Pedro esta manhã para a audiência geral.
Sob um sol de verão, o Papa percorreu toda a Praça a bordo do seu papamóvel por cerca de 30 minutos para saudar a multidão em festa.
Sob um sol de verão, o Papa percorreu toda a Praça a bordo do seu papamóvel por cerca de 30 minutos para saudar a multidão em festa.
Nesta quarta-feira,
o Papa Francisco retomou sua catequese sobre os dons do
Espírito Santo, para falar desta vez sobre a piedade –
“dom que muitas vezes é incompreendido ou considerado de modo superficial”,
disse o Papa.
"É preciso
esclarecer logo que este dom não se identifica com sentir compaixão por alguém,
mas indica a nossa pertença a Deus e o nosso elo profundo com Ele – um elo que
dá sentido à nossa vida", explicou.
Longe de ser um
dever ou imposição, a piedade garante que a nossa relação com
Deus brote genuinamente do nosso coração: o Espírito Santo nos leva
a perceber a presença de Deus e todo o seu amor, o que suscita em nós gratidão
e louvor, e nos faz viver como seus filhos.
Por outro lado, se
a piedade nos faz crescer na relação e na comunhão com Deus,
ao mesmo tempo nos ajuda a dirigir este amor também aos outros. E então seremos
movidos por sentimentos de piedade – não de pietismo!.
"Por que não
digo pietismo? Porque algumas pessoas pensam que ter piedade é
fechar os olhos e fazer cara de santo. Fazer de conta que é um santo. Mas este
não é o dom da piedade. É o que nos torna capazes de alegrar-nos
com quem se alegra, chorar com quem chora, estar próximo de quem está só ou
angustiado, corrigir quem está no erro, consolar quem está aflito, acolher quem
passa necessidade. Há uma relação muito estreita entre o dom da piedade e
da mansidão, que nos faz tranquilos, pacientes, em paz com Deus: a serviço com
mansidão dos outros."
O Papa então
concluiu:
"Peçamos ao
Senhor que o dom do seu Espírito possa vencer o nosso temor e
as nossas incertezas, e também o nosso Espírito inquieto, impaciente. E possa
nos tornar testemunhas alegres de Deus e do seu amor, adorando o Senhor em
verdade e também nos serviços ao próximo, com mansidão e com o sorriso que
sempre nos dá na alegria o Espírito Santo. Que Ele nos dê a todos este dom da
piedade."
Entre os inúmeros
fiéis e peregrinos oriundos de várias partes do mundo, do Brasil havia grupos
de Brasília e do Caminho Neocatecumenal de São Carlos e Jundiaí (SP), que assim
foram saudados por Francisco:
"Queridos
amigos vindos de Angola, do Brasil e outros países de língua portuguesa: sejam
bem-vindos! Diante dos desafios e dificuldades da vida, peçamos ao Senhor o dom
da piedade, para que possamos permanecer sempre firmes no
testemunho alegre da nossa fé cristã. Que Deus vos abençoe!"
O Pontífice saudou
de modo especial os jovens poloneses reunidos em Lednica, para renovar sua
adesão a Cristo e à Igreja. “Queridos jovens, sejam corajosos! Respondam com
entusiasmo ao amor de Deus como filhos prediletos. Que S. João Paulo II, que iniciou
com vocês o caminho de Lednica 18 anos atrás, os guie e lhes obtenha todas as
graças necessárias para que suas vidas sejam plenas e generosas.”
(Publicado
originalmente pela Rádio Vaticano)
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