20 de fev. de 2015

“Queridos irmãos e irmãs do Brasil!
 Aproxima-se a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa: tempo de penitência, oração e caridade, tempo de renovar nossas vidas, identificando-nos com Jesus através da sua entrega generosa aos irmãos, sobretudo aos mais necessitados. Neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, inspirando-se nas palavras d’Ele “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45), propõe como tema de sua habitual Campanha “Fraternidade: Igreja e Sociedade”.
De fato a Igreja, enquanto “comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e princípio da unidade” (Const. Dogmática Lumen gentium, 3), não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor, pois, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Const. Pastoral Gaudium et spes, 1).
Mas, o que fazer? Durante os quarenta dias em que Deus chama o seu povo à conversão, a Campanha da Fraternidade quer ajudar a aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade – propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II – como serviço de edificação do Reino de Deus, no coração e na vida do povo brasileiro.
A contribuição da Igreja, no respeito pela laicidade do Estado (cfr. Idem, 76) e sem esquecer a autonomia das realidades terrenas (cfr. Idem, 36), encontra forma concreta na sua Doutrina Social, com a qual quer “assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano” (Documento de Aparecida, 384). Isso não é uma tarefa exclusiva das instituições: cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com quem me relaciono. E de modo concreto, é preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que “cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo” (Exort. Apost. Evangelii gaudium, 187), sobretudo sabendo acolher, “porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo – não ficamos mais pobres, mas enriquecemos” (Discurso na Comunidade de Varginha, 25/7/2013). Assim, examinemos a consciência sobre o compromisso concreto e efetivo de cada um na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica.
Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso, faço votos que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, predisponha os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a força transformadora que brota da sua Ressureição alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. A todos e a cada um, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, envio de todo coração a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim”.

Vaticano, 2 de fevereiro de 2015.  [Franciscus PP.]

27 de jan. de 2015

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.

O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.

Irmãos e irmãs, tais males são naturalmente um perigo para todo cristão, padre, congregação, paróquia, movimento eclesial... e podem acontecer tanto em nível individual quanto comunitário.
1.    Sentir-se "imortal", "imune" ou "indispensável" 
  1. O "martalismo" (de Marta, a excessiva operosidade)
  2. O empedramento mental e espiritual
  3. O excessivo planejamento e funcionalismo
  4. A má coordenação
  5. O Alzheimer espiritual
  6. A rivalidade e a vanglória
  7. A esquizofrenia espiritual
  8. As conversas fiadas, os murmúrios e as fofocas
  9. Divinizar os chefes
  10. A indiferença diante dos outros
  11. A cara de funeral
  12. O acumular
  13. Os círculos fechados
  14. As ambições mundanas, os exibicionismos

26 de dez. de 2014


MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE DO BRASIL
Arquidiocese de Aracaju – Grupo Executivo Diocesano
Rua Propriá, 222 - CEP: 49.010-020 - Aracaju/SE
“O Amor de Cristo nos impulsiona!” (2 Cor 5,14)


COMPROMISSOS MCC PARA 2015
Mês
Data
Evento
Responsável

Janeiro
18
Reunião em Capela (manhã)
Setor Capela
26
Retorno da Escola Vivencial
Escola Vivencial
28
1ª Reunião do GEDGED






Fevereiro
15
Reunião a nível Paroquial – Projeto
GED
22
Encontro do GED, grupos e Setores
Setor de Itabaiana


Março
15
Encontro Formação de Responsáveis
Escola Vivencial
20 a 22
Assembleia Regional Nordeste III em Itabuna
GER
25
Reunião do GED
GED
29
Encontro do MCC a Nível Paroquial
Jeferson



Abril
25 e 26
Assembleia Diocesana Anual
GED

Manhã de  Formação Decolores – Nivel  Paroquial
Escola Vivencial
29
Reunião do GED
GED
Maio
15 a 17
7º Cursilho Misto de Aracaju em São Cristovão
GED
27
Reunião do GED
GED
Junho
14
Enconto do MCC a nivel Paroquial
GED
17
Reunião do GED (antes de São João)
Vivencial




Julho
12
Encontro de Jovens
GED
17 a 19
Cursilho Feminino em Itabaiana
Setor Itabaiana
24 a 26
Cursilho Masculino  em Itabaiana
Setor Itabaiana
29
Reunião do GED
GED
Agosto
16
Encontro Formação de Responsáveis
Escola Vivencial
26
Reunião do GED
GED
Setembro
25 a 27
8º Cursilho Misto de Aracaju em São Cristovão
Carlinhos
30
Reunião do GED
GED

Outubro
25
Manhã de Formação Decolores – Nível Paroquial
Escola Vivencial
28
Reunião do GED
GED
Novembro
25
Reunião do GED
GED
29
Peregrinação a Divina Pastora
GED
Dezembro
06
Confraternização geral (GED, grupos e Setores)
A definir

José Carlos Azevedo Santos (Carlinhos)
Coordenador  Diocesano do GED/Aracaju

12 de dez. de 2014


2 de dez. de 2014

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)
Na espera do Natal fazemos a trajetória do Advento. Talvez pudéssemos, analogicamente, pensar no sopro, no vento, chegada do vento, ou até, caminhada para o grande sopro de Deus, como aconteceu no Antigo Testamento, no tempo da criação, quando Ele soprou no ser humano o “sopro da vida”. Jesus é o sopro da Palavra que era Deus e estava em Deus e agora se torna pessoa humana.
 Estamos em tempo de preparação, fazendo um caminho de esperança. Depositamos confiança em muitas coisas do mundo, mas nem sempre conseguem trazer-nos verdadeira realização, muito menos, a esperança. Só Deus é capaz de nos dar segurança e perspectiva de vida duradoura. É o tempo da busca, da conversão, de encorajamento e confiança no amor misericordioso do Senhor.
É importante ter a consciência de que somos conduzidos pelas mãos do Senhor. Só assim somos habilitados para vencer as grandes barreiras e dificuldades da vida. Natal significar que o Senhor vem ao nosso encontro para resgatar as pessoas indefesas de muitas situações ameaçadoras da vida. Por isto é um tempo de benção.
O momento é de vencer as resistências num horizonte de liberdade e de ilimitada responsabilidade no caminho da esperança. É uma questão de fé, de convencimento de que Jesus Cristo nasce para trazer vida, superando todas as fragilidades que acompanham a humanidade. Sua convocação basilar é a conversão, capacitando as pessoas para atos de reconciliação através do perdão.
O nascimento de Jesus é uma nova criação, tempo de graça e libertação, de realização de um projeto que fora anunciado pelos profetas. Uma das expressões antigas que revela a riqueza do caminho de esperança diz: “Dar-vos-ei coração novo, porei no vosso íntimo espírito novo, tirarei de vosso peito o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36,26).
O caminho da esperança deve ser de mais santidade, mais justiça, mais prática de solidariedade, mais amor, mais respeito etc. Deve ser também de combate ao consumismo e de busca de poder. Precisamos saber viver, porque para Deus mil anos são como um dia. Tudo passa menos o amor.