13 de jul. de 2015

Sair para anunciar o evangelho a todos é vital para a Igreja, diz dom Cláudio Hummes

O presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, cardeal Cláudio Hummes, foi enfático ao afirmar que a Igreja precisa sair para ir ao encontro das pessoas e anunciar-lhes o evangelho. “É vital que a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões. A alegria do Evangelho é para todo o povo”, disse.
A afirmação foi feita neste sábado, 11, no 2º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, que acontece desde quinta-feira, 9, no auditório do Museu de Ciências Naturais da PUC-Minas, em Belo Horizonte (MG).  De acordo com o cardeal é  preciso ir ao povo “com coragem e sem repugnância”. “Não basta lançar a Palavra de Deus da janela da casa paroquial. É preciso sair, ir a campo. Tomar a iniciativa e ir fará você se sentir feliz”, afirmou.
Segundo o presidente da Comissão para a Amazônia, é preciso colocar todos os agentes pastorais em constante estado de saída. “O papa Francisco fala de uma Igreja em saída, não uma Igreja sentada em casa. Um cristão em saída, bispos e padres em saída, seminaristas em saída. Em casa o seminarista já fica sentado, fica gordo”, disse dom Cláudio, provocando risadas dos congressistas. “O papa não diz uma ‘intimidade sentante’, mas itinerante”, completou.
Dom Cláudio recordou que o papa Francisco propõe uma reforma “grande e profunda” na Igreja e recordou suas palavras quando foi eleito: “sonho com uma Igreja pobre para os pobres”. “A reforma defendida pelo papa é transformar a Igreja numa Igreja missionária e, consequentemente, capaz de gritar e de denunciar as injustiças”, sublinhou o cardeal. “Não tenham medo ser profetas, meus caros seminaristas”, acrescentou.
O cardeal lembrou que o papa tem chamado a atenção do mundo com seu jeito simples e próximo das pessoas, mas alertou para o risco de suas palavras e testemunho ficarem sem incidência na vida da Igreja e das pessoas. “Não basta aplaudir o papa, mas é necessário deixar interpelar-se por ele, algo tem que mudar. Se isso ainda não aconteceu, você fazendo do papa apenas um show”, disse.
Próximo de completar 81 anos, dom Cláudio falou com entusiasmo de suas visitas às várias dioceses da Amazônia. “Quando a gente vai para a Amazônia, a gente tem que arregaçar as mangas e, quando volta, chega feliz em casa, com cheiro das ovelhas”, afirma. Aos padres deixou um recado: “Padre, quando estiver desanimado, saia, levante-se, vá em direção às periferias, ao povo sofrido, ouça o que ele dirá e aqueça seu coração, assim como Jesus aqueceu o coração dos discípulos de Emaús”.

11 de jul. de 2015

10 de jul. de 2015

Papa Francisco surpreende no Equador: nem Maria nem a Igreja são "reclamonas"
Assista o vídeo: 
Maria e a Igreja não são como uma sogra má. Foi o que disse o Papa Francisco, arrancando risos de quase 1 milhão de fiéis na Missa em Guayaquil (Equador).Debaixo de um calor sufocante, o Papa falou sobre a importância da família e do papel de Maria na vida dos fiéis.
Maria não é uma sogra que fica nos vigiando para se divertir com nossas imperícias, erros ou desatenções, disse o Papa.
"Maria é mãe! Que bonito é escutar isso: Maria é mãe!" A multidão repetiu as palavras do Papa e deu uma forte salva de palmas. 
Falando das dificuldades das famílias, Francisco afirmou sua confiança no próximo sínodo das famílias, que acontece em outubro no Vaticano. Que "aquilo que para nós parece impuro, que escandaliza ou assusta, Deus possa transformar em milagre".

1 de jul. de 2015

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou um vídeo em alerta contra a redução da maioridade penal. Para a organização, a sociedade está preocupada com a violência, mas culpar os adolescentes pelo ato não é a solução para o problema.
Para a Unicef, a sociedade está preocupada com a violência, mas culpar os adolescentes pelo ato não é a solução para o problema.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para quem praticar crimes graves, foi votada nesta terça-feira, 30, no plenário da Câmara dos Deputados.
O vídeo faz parte de uma campanha contrária à redução da maioridade. Nela, o coordenador de Programas para Adolescentes da organização, Mario Volpi, diz que somente 0,01% dos 21 milhões de adolescentes do Brasil cometeram atos contra a vida.
No entanto, Volpi lembra que a cada hora um adolescente é assassinado no Brasil, o que faz com que o país seja o segundo em homicídios de adolescentes no mundo.
“A solução para o problema da violência no país é criar oportunidades para que os adolescentes possam desenvolver seus talentos, realizar seus sonhos, mas sem praticar delitos. Para aqueles que cometerem crimes, temos de ter um sistema suficientemente rigoroso para recuperá-los e interromper essa trajetória”, diz.
Na tarde desta terça-feira, representantes de organizações de diferentes setores, como políticos, religiosos, pessoas do meio jurídico e de defesa dos direitos humanos participaram de um ato na Câmara dos Deputados para convencer deputados indecisos a rejeitar a PEC.
O grupo propõe como alternativa o aperfeiçoamento do Estatuto da Criança e do Adolescente, com o aumento da pena para o adolescente que praticar crime violento, e para o adulto que aliciar ou cooptar o adolescente para o crime. A pena dos adolescentes será cumprida em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis.
Aprovada no último dia 17, por 21 votos a 6, na comissão especial destinada a analisar o tema, a proposta reduz a maioridade para os crimes considerados hediondos, como estupro, latrocínio e homicídio qualificado (quando há agravantes).
O texto diz ainda que a redução também poderá ocorrer pela prática de crimes de lesão corporal grave ou lesão corporal seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias).
O relator da proposta, deputado Laerte Bessa (PR-DF), inicialmente era favorável à redução para todos os crimes. “Minha convicção não é só baixar de 18 para 16. Eu queria pegar mais um pouco, uma lasca desses menores bandidos, criminosos, que estão agindo impunes hoje no país. Fui convencido da necessidade de realizar alguns ajustes a fim de que se obtenha um texto que contemple as diversas posições políticas presentes nesta Casa [Câmara dos Deputados], sem, com isso, deixar de atender aos anseios da sociedade brasileira pela justa punição criminal dos adolescentes em conflito com a lei”, disse Bessa no dia da votação.

Para ser aprovado, o texto precisa, no mínimo, do voto de 308 deputados em duas votações no plenário da Câmara. Caso seja aprovada, a proposta segue para o Senado.

20 de jun. de 2015

CNBB divulga nota sobre a inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação
No contexto dos debates e votações acerca dos Planos Municipais de Educação, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília (DF), entre 16 e 18 de junho, aprovou e divulgou nota a respeito da inclusão da ideologia de gênero nos textos em discussão. Para os bispos, a proposta de universalização do ensino e o esforço do Estado em estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem "apoio e consideração". Por outro lado, "a introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias", diz a nota. Leia a nota na íntegra: 

  Nota da CNBB sobre a inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação
“Homem e mulher ele os criou” (Gn 1,27)
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília, nos dias 16 a 18 de junho, manifesta seu reconhecimento pelo importante trabalho de elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Educação em desenvolvimento em todos os estados e municípios brasileiros para o próximo decênio. A proposta de universalização do ensino e o esforço de estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem nosso apoio e consideração ao apontar para a construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas.
A tentativa de inclusão da ideologia de gênero nos Planos Estaduais e Municipais de Educação contraria o Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional, que rejeitou tal expressão. Pretender que a identidade sexual seja uma construção eminentemente cultural, com a consequente escolha pessoal, como propõe a ideologia de gênero, não é caminho para combater a discriminação das pessoas por causa de sua orientação sexual.
O pressuposto antropológico de uma visão integral do ser humano, fundamentada nos valores humanos e éticos, identidade histórica do povo brasileiro, é que deve nortear os Planos de Educação. A ideologia de gênero vai no caminho oposto e desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher.
 A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la. A ausência da sociedade civil na discussão sobre o modelo de educação a ser adotado fere o direito das famílias de definir as bases e as diretrizes da educação que desejam para seus filhos.
A CNBB reafirma o compromisso da Igreja em se somar aos que combatem todo tipo de discriminação a fim de que tenhamos uma sociedade sempre mais fraterna e solidária. Confia que a sociedade e o Estado cumpram seu direito e dever de oferecer a toda pessoa os meios necessários para uma educação livre e autêntica (cf. CNBB - Doc. 47, n. 73). Reafirma também o papel insubstituível dos pais na educação de seus filhos e primeiros responsáveis por introduzi-los na vida em sociedade.
Agradecemos a tantos que têm se empenhado na defesa de uma educação de qualidade no Brasil, opondo-se até mesmo a excessos do Estado que, muitas vezes, se sobrepõe ao papel dos pais e da família. A estes exortamos a que, juntamente com educadores e associações de famílias, assumam sua tarefa de protagonistas na educação dos filhos.
 Que Deus inspire os legisladores na responsabilidade que têm nesse momento e anime os educadores na nobre e sublime tarefa de colaborar com os pais em sua missão de educar.
Brasília, 18 de junho de 2015.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB

11 de jun. de 2015


Os bispos do regional Sul 1 da CNBB, reunidos por ocasião da 78ª Assembleia Anual, em Aparecida (SP), dias 10 e 11 de junho, emitiram mensagem aos católicos e a todos os cidadãos, diante dos acontecimentos da recente “parada gay”, no domingo, 7, em São Paulo. No texto, os bispos consideram que houve “desrespeito à consciência religiosa” do povo e “ao símbolo da maior fé cristã, Jesus crucificado”. O episcopado, afirmou, ainda, que “todo ato de desrespeito a símbolos, orações e liturgias das religiões constituiu crime previsto pelo Código Penal”. Confira a íntegra da mensagem:

MENSAGEM AOS CATÓLICOS E A TODOS OS CIDADÃOS
Nós, Bispos Católicos das Dioceses do Estado de São Paulo, reunidos na 78ª Assembleia do Regional Sul I da CNBB, diante dos acontecimentos da recente “parada gay 2015”, ocorrida na cidade de São Paulo, com claras manifestações de desrespeito à consciência religiosa de nosso povo e ao símbolo maior da fé cristã, Jesus crucificado, em nome da verdade que cremos, vimos através desta, como pastores do Povo de Deus:
1.     Afirmar que a fé cristã e católica, e outras expressões de fé encontram defesa e guarida na Constituição Federal: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (artigo 5º, inciso VI).
2.     Lembrar que todo ato de desrespeito a símbolos, orações, pessoas e liturgias das religiões constitui crime previsto no Código Penal: “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” (Art. 208 do Código Penal).
3.     Apelar aos responsáveis pelo Poder Público, guardiães da Constituição e responsáveis pela ordem social e pelo estado democrático de direito, que defendam o direito agredido.
4.     Expressar nosso repúdio diante dos lamentáveis atos de desrespeito ocorridos; queremos contribuir com o bem-estar da sociedade, pois somos, por força do Evangelho, construtores e promotores da liberdade e da paz.
5.     Manifestar nossa estranheza ao constatar um evento, como citado seja autorizado e patrocinado pelo poder público, e utilizado para promover atos que afrontam claramente o estado de direito que a Constituição garante.
6.     Lembrar a todos as atitudes firmes do Papa Francisco quanto ao respeito pelo ser humano, aos mais pobres, aos mais simples, à religiosidade popular.
7.     Recordar aos católicos que a profanação de símbolos religiosos pede de nós um ato de desagravo e de satisfação religiosa, pela oração e pela penitência, pedindo ao Senhor Deus perdão pelos pecados cometidos e a conversão dos corações.
8.     Reafirmar, iluminados pelo Evangelho e conduzidos pelo Espírito Santo, nosso respeito a todas as pessoas, também a quem pensa diferente de nós. E convidamos os católicos e pessoas de boa vontade a contribuírem, em tudo, para a edificação da justiça e da paz, do respeito a Deus e ao próximo.
Por fim, confirmamos nosso seguimento a Jesus Cristo e damos testemunho da beleza de nossa fé católica, na certeza de que, assim, contribuímos para o bem da sociedade, anunciando o que de melhor recebemos: Jesus Cristo crucificado, “força e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23s), fonte de toda misericórdia.
Aparecida, 11 de junho de 2015.
Memória Litúrgica do Apóstolo São Barnabé
Dom Odilo Pedro Scherer
Presidente do Regional Sul 1 – CNBB
 Dom Moacir Silva
Vice-Presidente do Regional Sul 1 – CNBB

 Dom Tarcísio Scaramussa
Secretário do Regional Sul 1 – CNBB