8 de abr. de 2016

Em exortação sobre o amor, papa Francisco faz defesa da tolerância
O papa Francisco publica na manhã desta sexta-feira (8) um dos documentos mais importantes produzidos desde que se tornou o bispo de Roma, em 2013.
A exortação apostólica "Amoris laetitia", que significa "a alegria do amor", será apresentada após quase dois anos de trabalho e da realização de dois Sínodos de Bispos para discutir temas ligados ao amor e à família.
Durante meses, os debates sobre o documento geraram polêmicas por ele tratar de assuntos antes considerados tabu pela Igreja. A expectativa era a de que ele tratasse de questões como o casamento entre homossexuais e a comunhão de divorciados que voltaram a se casar.
Segundo fontes que tiveram acesso ao documento antes da sua publicação, marcada para às 7h, a exortação evita romper com as posições tradicionais da Igreja e mantém as determinações tradicionais do Vaticano.
Ela dá, porém, um passo importante no sentido de aceitar e integrar as pessoas que antes poderiam acabar excluídas.
A ideia central, afirmam essas fontes, é de acolhimento e tolerância, e de que o amor é mais importante do que a imposição de regras.

ACEITAÇÃO
O documento não muda a proibição de matrimônio entre homossexuais, por exemplo. Ele também indica a continuação da interdição à comunhão de pessoas que se divorciaram e voltaram a se casar. Mas defende que essas pessoas devem ser integradas e aceitas entre os católicos, em vez de marginalizadas.
Pessoas que leram a exortação antecipadamente dizem ainda que quase nada vai mudar nas regras da Igreja, mas que a ênfase deixa de ser o cumprimento dessas regras para ser a defesa do amor e a educação afetiva.
O documento defende que as pessoas tenham seus casos considerados individualmente e que as coisas deixem de ser tratadas de forma generalista. No lugar de romper com a tradição, o documente pede que as regras da Igreja não sejam postas acima das pessoas, pois elas só valem na medida em que ajudam as pessoas a serem capazes de amar, afirmaram as fontes.
Em uma análise prévia da exortação, o pesquisador norte-americano Michael Sean Winters, da Universidade Católica da América, explicou que, mesmo sem mudar doutrinas da Igreja, a exortação é um convite à humildade.
Com ela, o papa defende que a Igreja ajude as pessoas a descobrirem como Deus atua em suas próprias vidas.
Em um comunicado divulgado pelo Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari-BA, explicou que o documento traz mudanças em relação à atitude e à linguagem usadas pela Igreja. Petrini participou do Sínodo que discutiu a exortação em 2015. Segundo ele, os bispos viram com entusiasmo "as grandes novidades apresentadas".
Um acadêmico próximo da Igreja Católica, e que pediu para não ser identificado, disse à Folha que é de se esperar que o papa Francisco seja criticado tanto por progressistas quanto por conservadores pela exortação sobre a alegria do amor.

Por um lado, ela frustra quem têm apego às regras da Igreja, e por outro decepciona quem quer mudanças nas doutrinas. No geral, ele avalia que o ponto mais importante é que a exortação vai contra o radicalismo, recomendando a aceitação de todos e conclamando a comunidade cristã a ser tolerante.

26 de mar. de 2016

Cidade do Vaticano, 26 mar (EFE).- O papa Francisco pediu neste sábadio à Igreja e aos fiéis católicos que divulguem a esperança a um mundo sedento dela, durante sua homilia na Vigília do Sábado de Aleluia realizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Francisco ressaltou que hoje é necessário difundir a esperança e anunciar Cristo ressuscitado "com a vida e mediante o amor".

"Se não for assim, seremos uma organização internacional com um grande número de seguidores e boas normas, mas incapaz de apagar a sede de esperança do mundo", afirmou.

Em uma das cerimônias mais solenes e carregadas de simbologia da Semana Santa, o papa citou o exemplo de Pedro, que após a morte de Cristo não se deixou "nem dominar por suas dúvidas; não se deixou afundar pelos remorsos, o medo e os contínuos falatórios que não levam a nada".

"Sem ceder à tristeza ou à escuridão, se abriu à voz da esperança: deixou que a luz de Deus entrasse em seu coração sem apagá-la", acrescentou Francisco, que também citou as mulheres que acudiram ao sepulcro.

O pontífice indicou aos fiéis que, da mesma forma que Pedro e as mulheres, "nós também não encontraremos a vida se permanecermos tristes e sem esperança e fechados em nós mesmos".

Francisco aconselhou que as pessoas abram seus "sepulcros selados, para que Jesus entre e o encha de vida" e para que se desfaçam "do rancor e das feridas do passado, as rochas pesadas, das fragilidades e das quedas".
O papa explicou que a esperança cristã não é "simples otimismo, e nem sequer uma atitude psicológica ou um belo convite para que se tenha ânimo", mas a sair de si mesmo e se entregar a Deus.

23 de mar. de 2016

Nesta quarta-feira (23), o Papa Francisco celebrou a última Audiência Geral antes de entrar plenamente na Semana Santa. A Catequese que pronunciou foi dedicada precisamente à misericórdia e ao Tríduo Pascal (Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo).
“Tudo, nestes três dias, fala de misericórdia, porque torna visível até onde pode chegar o amor de Deus”.
Francisco assegurou que “o amor de Deus não tem limites” e, como dizia Santo Agostinho, vai “até o fim sem fim”. “Deus se oferece verdadeiramente todo por cada um de nós”, acrescentou.
“O Mistério que veneramos nesta Semana Santa é uma grande história de amor que não conhece obstáculos”, já que “é uma história de partilha com os sofrimentos de toda humanidade e uma permanente presença nos acontecimentos da vida pessoal de cada um de nós”.
O Papa resumiu o significado do Tríduo Pascal, explicando que “é o memorial de um drama de amor que nos dá a certeza de que nunca seremos abandonados nas provas da vida”.
Em seguida, o Santo Padre explicou estes dias santos, um por um:
Quinta-feira Santa: “Jesus institui a Eucaristia, antecipando na última ceia o seu sacrifício no Gólgota”, disse o Papa. “Para fazer com que seus discípulos compreendam o amor que o anima, lava seus pés, oferecendo mais uma vez o exemplo em primeira pessoa de como eles mesmos devem fazer”.
O Papa observou que “a Eucaristia é amor que se faz serviço. É a presença sublime de Cristo que deseja alimentar cada um de nós, sobretudo os mais necessitados, para torná-los capazes de um caminho de testemunho entre as dificuldades do mundo”.
Sexta-feira Santa: “É o momento culminante do amor”. “A morte de Jesus, que na cruz se abandona ao Pai para oferecer salvação ao mundo inteiro, exprime o amor doado até o fim, sem fim”. É “um amor que quer abraçar todos sem excluir ninguém”.
O Papa também manifestou que é “um amor que se estende em todo tempo e em todo lugar: uma fonte inesgotável de salvação a que cada um de nós, pecadores, pode recorrer”.
Sábado Santo: “É o dia do silêncio de Deus”, explicou. “Devemos fazer de tudo para que para nós seja um dia de silêncio como foi naquele tempo, o dia do silêncio de Deus”. “Jesus deposto no sepulcro partilha com toda a humanidade o drama da morte. É um silêncio que fala e expressa o amor com solidariedade com os abandonados desde sempre, que o Filho de Deus reúne preenchendo o vazio que somente a misericórdia infinita de Deus Pai pode preencher”.
Francisco apontou que “neste dia, o amor, esse amor silencioso, se transforma em espera da vida na ressurreição”. Portanto, “no Sábado Santo, nos fará bem pensar ao silêncio de Nossa Senhora, a crente que, em silêncio, esperava pela Ressurreição. É o amor que não duvida, mas que espera na palavra do Deus, para que seja manifestada e resplandeça no dia da Páscoa”.
O Pontífice assegurou que “é tudo um grande mistério de amor e misericórdia” e “nossas palavras são pobres e insuficientes para expressá-lo em plenitude”.
Ao final, o Papa recomendou ler Juliana de Norwich, “uma jovem pouco conhecida e que escreveu páginas sublimes sobre o amor de Cristo”. “Foi uma menina analfabeta que teve visões da paixão de Jesus e que depois, sendo reclusa, descreveu com linguagem simples, mas profunda e intensa o sentido do amor misericordioso”.
Logo após, o Santo Padre dirigiu uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, “particularmente o grupo de Filhas de Maria Auxiliadora acompanhadas de educadores vindos de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique”.

“Deixai-vos iluminar e transformar pela força da Ressurreição de Cristo, para que as vossas existências se convertam num testemunho da vida que é mais forte do que o pecado e a morte. Um Santo Tríduo Pascal para todos!”, concluiu.

22 de mar. de 2016


15 de mar. de 2016

Mensagem da Semana

Parece não haver necessidade de ser muito observador, estudioso ou perito em sociologia, antropologia ou, mesmo, em religião, para perceber que estamos todos mergulhados na radical transformação ou mudança de cultura em todos seus aspectos. Quase que inevitavelmente acabamos assumindo essas transformações. Para o bem ou para o mal. Para o individualismo ou para o respeito ao homem e à mulher ao nosso lado. Para o ódio ácido ou para o perdão generoso. Para a paz geradora da tranquilidade ou para a violência, fonte do medo e da angústia. Com efeito, as mudanças de época influenciam, sobretudo, nossa mentalidade. Ainda que nem sempre concordemos com seus aspectos negativos e destrutivos de uma convivência sadia e construtiva. E, se analisarmos tudo isso na ótica da fé cristã, cristalizada na religião, poderemos chegar à conclusão de que, também nessa perspectiva, temos que agilizar mudanças de nossa mentalidade. Mudanças exigentes, saindo da rotina e do “sempre foi assim...”; superando a mesmice da repetição inconsciente para a terna e sincera expressão consciente do coração diante de Deus Pai misericordioso e dos irmãos e irmãs de caminhada, olhos fixos em Jesus, rumo ao Reino definitivo. Alimentemos, pois, não apenas uma mudança de mentalidade, mas, também, uma mentalidade de mudança! 
Pe. José Gilberto Beraldo

9 de mar. de 2016

Na manhã de domingo, 6 de março, o Movimento de Cursilhos de Cristandade da Arquidiocese de Aracaju, MCC, realizou o 5º ENFORMA, Encontro de Formação para Cursilhistas, que contou com a participação de aproximadamente cem pessoas e ocorreu no Auditório do Colégio Arquidiocesano. 

O evento foi promovido pela Escola de Formação do Movimento que tem à frente, Otacílio Cerqueira e na coordenação do Movimento Carlinhos do Santos Dumont.


Foi um dia intenso de formação que iniciou com a palestra da Irmã Camiliana, Marise Inês, que discorreu sobre o Ano da Misericórdia, em seguida teve a palavra do Arcebispo Coadjutor, Dom João José Costa, que passou no encontro para dar sua saudação e confirmou que em sua juventude participou de formação no Cursilho. Em seguida, o Assessor Eclesiástico para o Movimento, Padre João Bosco.

Concluído os trabalhos da manhã, ocorreu sobre o Apostolado dos Leigos o Jornalista e Membro da Ordem Franciscana Secular, OFS, Edmilson Brito, destacando sobre o papel do leigo na Igreja e enalteceu que os leigos devem ter essa consciência para que possa ter uma atuação mais eficaz no planejamento e na ação evangelizadora da Igreja. Durante a tarde o encontro continuou com outras temáticas.  

Texto: Jornalista Edmilson Brito